Cirurgia Ortognática: Quando fazer?

por set 15, 2022Cirurgia Ortognática2 Comentários

A cirurgia ortognática tem o objetivo de colocar os maxilares em sua melhor relação, para promover estética facial e uma melhor oclusão (mordida).

Ao colocar os maxilares no seu adequado posicionamento, automaticamente a face do paciente muda para melhor, ganhando harmonia facial.

A cirurgia não é isolada, pois faz parte de um tratamento cirúrgico ortodôntico. O procedimento pode ser realizado antes e depois da cirurgia.

Continue a leitura para saber tudo sobre esse importante procedimento.

Entenda a importância desse procedimento

A cirurgia ortognática é uma intervenção cirúrgica e, conforme dito anteriormente, é indicada para correção e reposicionamento dos ossos da mandíbula e maxilar.

Essa cirurgia é normalmente indicada nos casos de problemas congênitos, ou devido a condições de saúde como apneia obstrutiva do sono, fraturas faciais ou disfunção temporomandibular, por exemplo.

Além disso, tem sido bastante realizada com fins estéticos, deixando o rosto mais harmonioso.

Quem pode indicar esse procedimento?

Esta cirurgia é indicada pelo médico ou dentista, pois esses profissionais identificam a necessidade em consulta.

Também pode ser procurada pelo paciente com dificuldade para mastigar ou falar.

É realizada pelo cirurgião buco-maxilo facial com anestesia geral e o tempo de recuperação geralmente é de 6 a 12 meses. Entretanto, a recuperação pode variar de pessoa para pessoa, além de depender do tipo de procedimento realizado.

Falaremos mais sobre isso a seguir.

Essa cirurgia está disponível no SUS

A cirurgia ortognática é disponibilizada gratuitamente pelo SUS, no entanto, somente quando o objetivo for para solucionar problemas relacionados à saúde que estejam sendo causados pela posição da mandíbula.

Nesse caso, o paciente deve buscar o atendimento em um posto de saúde, aguardar uma vaga para consulta e cirurgia. Atualmente são poucos os cirurgiões que atendem no SUS e, sendo assim, a espera pode ser longa.

Quando é indicada

Por ser uma cirurgia corretiva, ela é indicada no tratamento em conjunto com outras ações necessárias de acordo com cada paciente.

Problemas congênitos na mandíbula ou outras condições de saúde, por exemplo, afetam a fala e a mastigação. Nesse sentido, a correção do posicionamento da mandíbula contribui para uma melhor qualidade de vida do paciente.

Conheça as principais indicações da cirurgia ortognática:

  • Má oclusão dentária, devido a problemas nos ossos da face;
  • Mordida cruzada ou aberta;
  • Fenda palatina; 
  • Sequência de Pierre Robin; 
  • Síndrome de Treacher Collins;
  • Fraturas faciais;
  • Cistos ou tumores faciais;
  • Apnéia obstrutiva do sono;
  • Hipopnéia obstrutiva do sono;
  • Disfunção temporomandibular;
  • Microssomia hemi-facial;
  • Síndrome de Apert;
  • Síndrome de Crouzon. 

Esses são os principais casos em que a cirurgia ortognática se torna necessária para corrigir deformidades maxilo-faciais que não podem ser corrigidas com outras formas de tratamento.

Além disso, a cirurgia ortognática também é indicada na colocação de próteses dentárias, de forma a melhorar a reconstrução dos dentes, a tornar a reabilitação protética possível.

Essa prática permite uma dentição e estética funcionais.

Outra aplicação desse procedimento cirúrgico é trazer mais harmonia e simetria ao rosto.

A Cirurgia Ortognática tem três classificações

Após uma minuciosa análise e de acordo com a posição do maxilar e dos dentes, a equipe médica da RR Medicina e Odontologia pode recomendar a realização da Cirurgia Ortognática de acordo com as seguintes classificações:

Cirurgia ortognática classe 1

É o procedimento que busca a relação harmônica entre os maxilares para correção da mordida. Embora esse seja o principal objetivo desse procedimento cirúrgico, entende-se como Classe 1 as correções de menor grau.

Cirurgia ortognática classe 2

É realizada nos casos em que o maxilar de cima fica muito à frente dos dentes de baixo;

Nesse tipo de má formação, os dentes superiores se projetam para frente, aumentando a distância para os dentes inferiores, prejudicando a mordida de forma considerável.

Esse posicionamento tem o nome de Micrognatismo ou Retrognatismo, que por sua vez é o que caracteriza a deformidade classificada como Classe II.

Neste caso, a mandíbula (parte inferior) é pequena ou pouco desenvolvida, tornando-se menor que a maxila (parte superior) e ficando em uma posição anterior a ela. Esse posicionamento dá a aparência de “queixo pequeno” ou “queixo para trás”. 

Na Cirurgia Ortognática Classe II, pode-se alongar a mandíbula ou encurtar a maxila ou ambos os procedimentos simultaneamente, dependendo do grau e gravidade do caso.

O ajuste e reposicionamento mais anterior da mandíbula contribui, nesse sentido, para a melhora funcional da mastigação, consequentemente melhorando também toda a parte gástrica que geralmente é impactada pela má deglutição de alimentos.

Cirurgia ortognática classe 3

É indicada na situação oposta à de classe 2, ou seja, corrige casos em que os dentes de baixo ficam muito à frente do maxilar de cima.

Nesses casos denominados de Macrognatismo ou Prognatismo, a mandíbula (parte inferior) é maior que a maxila (parte superior), o que dá a aparência de mandíbula ou queixo grande.

A explicação desse tipo de desarmonia pode ser, nesse sentido, por desenvolvimento desordenado, causando um maior crescimento horizontal da mandíbula (sentido ântero-posterior), e um menor crescimento da maxila no mesmo sentido.

Além de prejudicar a mordida e a estética facial, essas alterações de crescimento do maxilar comprometem a respiração. Nesse sentido, pode ser realizada também a rinoplastia, aliviando e melhorando a passagem do ar.

Como fazer um pré-operatório adequado

Nossos profissionais recomendam alguns cuidados que são importantes para o bom andamento da cirurgia.

Primeiramente, esclarecemos todas as suas dúvidas sobre a cirurgia e a recuperação, além de perguntar sobre todos os medicamentos, vitaminas e suplementos nutricionais que o paciente toma com frequência.

Esse cuidado permite que identifiquemos se algum desses medicamentos pode afetar a recuperação, interferir na anestesia ou aumentar o risco de formação de coágulos ou de sangramento.

Deve-se informar também se tem alguma alergia ou outro problema de saúde.

Além disso, recomendamos não fumar e nem consumir bebidas alcoólicas antes da cirurgia, consumir uma alimentação mais líquida no dia anterior à cirurgia, dando preferência à água, sopa, chás e gelatina natural, pois não necessitam de mastigação.

Ainda no procedimento pré-operatório, o cirurgião irá solicitar os exames necessários para o planejamento da cirurgia, como raio X panorâmico, tomografia computadorizada da face e fotografias dos dentes e da face, além de realização de molde dos dentes.

Quanto a isso não se preocupe pois muitos dos exames solicitados serão feitos pela RR Medicina e Ododntologia.

Como é feita a Cirurgia?

A cirurgia ortognática é feita pelo nosso cirurgião buco-maxilo facial, com as seguintes etapas para a realização do procedimento, como:

  • Utilização de aparelhos ortodônticos, conforme indicado pelo ortodontista, por pelo menos 1 ano antes da cirurgia, para que a posição dos dentes seja corrigida em função da sua estrutura óssea. Em alguns casos, também pode ser necessária a retirada de alguns dentes;
  • Simulação computadorizada da cirurgia, após o período de uso do aparelho ortodôntico, com o objetivo de visualizar o resultado final do procedimento, incluindo os resultados estéticos, para que seja realizada a cirurgia;
  • Realização da cirurgia, sendo que antes de iniciá-la, é administrado soro fisiológico na veia, pelo enfermeiro, para hidratar e administrar medicamentos e também para que o anestesista faça a anestesia geral;
  • Reposicionamento da mandíbula, por meio de procedimento cirúrgico que é feito por dentro da boca, não deixando cicatriz no rosto. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário um pequeno corte no rosto na região da mandíbula;
  • Fixação da mandíbula, por meio de pequenos parafusos e/ou placas por dentro da gengiva.

Mesmo após a cirurgia, deve-se continuar a usar o aparelho ortodôntico, por pelo menos 3 a 9 meses, mas isso será indicado pelos nossos profissionais, bem como a necessidade de implantes dentários ou outros tratamentos estéticos.

A recuperação da cirurgia pode ser bem dolorida.

A recuperação da cirurgia ortognática pode ser bem dolorida sim, embora o paciente será assistido e medicado para que grande parte do desconforto seja aliviado.

O paciente retorna para casa entre 1 a 2 dias após a cirurgia, entretanto, o processo completo de cicatrização pode durar, geralmente, entre 6 a 12 meses.

A medicação indicada na maioria dos casos é: analgésicos e antibióticos para evitar infecção, sempre serão indicados pelo médico.

Além disso, é ainda importante ter alguns cuidados como:

  • Tomar os remédios nos horários certos conforme indicado pelo médico;
  • Ficar de repouso nas primeiras 2 a 4 semanas, evitando ir trabalhar ou ir à escola;
  • Aplicar compressas frias no rosto nas primeiras 24 horas após a cirurgia, durante 10 a 20 minutos, várias vezes por dia, para ajudar a diminuir o inchaço;
  • Fazer uma alimentação líquida ou pastosa nos primeiros 3 meses ou de acordo com a indicação do médico;
  • Evitar esforços, não fazer exercícios e não ficar exposto ao sol;
  • Evitar fumar, pois pode interferir na cicatrização e aumentar o risco de infecção;
  • Utilizar uma escova de dentes macia, e evitar escovar os dentes com muita intensidade;
  • Fazer drenagem linfática no rosto para diminuir o inchaço. Veja o passo a passo para fazer drenagem linfática no rosto em casa.

Além disso, fisioterapia pode ser recomendada e a drenagem linfática pode ajudar a diminuir o inchaço do rosto e pode ser feita em todas as sessões.

Inicialmente o objetivo deve ser diminuir a dor e o inchaço local, mas após cerca de 15 dias, se a cicatrização estiver boa, pode-se concentrar nos exercícios para aumentar a movimentação da articulação temporomandibular e facilitar a abertura da boca, facilitando a mastigação.

Conheça os possíveis riscos da Cirurgia Ortognática

Como toda cirurgia, existem alguns riscos que podem ser: perda de sensibilidade no rosto, sensação de dormência nas bochechas ou lábios, sangramentos da boca ou do nariz, infecção no local em que foram realizados os cortes, ou danos nos dentes.

No entanto, muitos desses riscos são diminuídos pelo cuidado do paciente com o pós-operatório, bem como nosso total comprometimento em executar um procedimento correto, com profissionais capacitados e experientes.

Além disto, como em todas as cirurgias que utilizam anestesia geral, podem surgir complicações pós-operatórias como náuseas, vômitos, queda da pressão arterial, calafrios, ou tremores, por exemplo.

Observe alguns sinais de alerta para voltar ao médico

É importante consultar o cirurgião ou procurar o pronto socorro mais próximo caso surjam sintomas, como:

  • Febre superior a 38ºC;
  • Dificuldade respiratória;
  • Dor intensa ou que não melhora com os remédios;
  • Presença de secreção ou pus no local da cicatriz;
  • Vermelhidão, inchaço ou sensibilidade na cicatriz;
  • Vômitos ou diarreia persistentes;
  • Sangramento que não melhora.

Esses sintomas devem ser avaliados pelo médico imediatamente.

Vale a pena fazer a Cirurgia Ortognática?

Sim, sem dúvida! Ainda assim, vale a pena principalmente nos casos de alto grau de má oclusão pois o ganho de qualidade de vida do paciente é muito grande!

Imagine-se poder mastigar corretamente, sem sentir dores, além de ter uma excelente noite de sono por conseguir respirar melhor!

Esses são alguns dos benefícios gerais de uma Cirurgia Ortognática.

Procure uma de nossas clínicas e faça uma avaliação!

2 Comentários

  1. Marta Conti Silva

    Foi TD bem explicado.e compreendido. Porém gostaria de indicação para está cirurgia. Para meu primo.ele já é um rapaz.

    Responder
    • rodney capp

      Olá, como vai? Nosso contato é: (11) 952329056

      Responder

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